sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Pavê de Maracujá com Chocolate

No retorno das férias, trouxe muito maracujá da nossa “roça” em Urandi.
Cansada de suco e mousse de maracujá, descobri no blog Panelaterapia (www.panelaterapia.com) essa receita de pavê, unindo duas coisas que eu adoro: maracujá e chocolate. Maravilha!

É super prático: mousse de maracujá, biscoitos champagne e ganache de chocolate.

A mousse é aquela que todo mundo sabe fazer: bate no liquidificador 1 lata de creme de leite sem soro, 1 lata de leite condensado e 1 lata de polpa de maracujá.

Eu coloco as latas de creme de leite e leite condensado com antecedência na geladeira (ou um tempinho no congelador) e a mousse já fica bem consistente logo depois de batida.

Para a polpa de maracujá, eu abro 3 ou 4 maracujás, despejo o conteúdo no liquidificador e bato (sem água) na velocidade mínima por 1 minuto. Depois, passo numa peneira. Pronto!

Se tiver dificuldade de encontrar (ou de preparar) use o suco concentrado pronto. Mas acho que não fica a mesma coisa. Porém, “Quem não tem cão, caça com gato”.

Agora, prepare 1 copo de suco de maracujá com um pouco de água e açúcar,  como se fosse para beber, mas um pouco mais forte.

Para montar o pavê, espalhe metade da mousse no fundo da travessa.
Mergulhe rapidamente, e aos poucos, 12 biscoitos champagne no suco e vá colocando um a um no refratário, sobre a camada de mousse.  
Cubra com o restante da mousse e leve para gelar por 30 minutos para ficar um pouco mais firme.

Enquanto isso, prepare a ganache de chocolate:
Misture 130g de chocolate picado (ao leite ou meio amargo, como preferir) e 1 caixinha de creme de leite (200g).
Leve ao micro-ondas para derreter, parando o tempo de 20 em 20 segundos e mexendo até ficar homogêneo. 
Deixe esfriar até ficar em temperatura ambiente e, depois, coloque por cima do pavê.
Se quiser, decore com raspas finas de chocolate.


Leve ao congelador. Retire alguns minutos antes de servir e aguarde os elogios.

Retomando...

Pensei que depois de aposentada teria tempo de sobra para me dedicar ao blog... qual nada. Quatro meses de "folga" e estou tentando retomar hoje.

Como estive viajando durante quase todo esse tempo, tive poucas oportunidades de cozinhar. Até fiz algumas coisinhas, mas foi quase sempre "mais do mesmo". E, como a proposta do blog é de receitas práticas e testadas, tinha pouca novidade para postar. 

Durante esse período, fiz mais de uma vez a Paella de mariscos http://marmitanuncamais.blogspot.com.br/2011/07/paella.html, a Paella de bacalhau com camarão http://marmitanuncamais.blogspot.com.br/2014/03/paella-de-bacalhau-com-camarao.html, Camarão especial http://marmitanuncamais.blogspot.com.br/2011/06/camarao-especial.html, que me pedem para fazer em todo lugar que eu chego, o Filé de tilápia à parmegiana http://marmitanuncamais.blogspot.com.br/2011/08/file-de-tilapia-parmegiana.html, muito solicitado também, os pudins, super práticos e o Cuscuz de Tapioca http://marmitanuncamais.blogspot.com.br/2012/12/cuscuz-de-tapioca-gelado.html, que todo mundo adora.

Novidade mesmo foram: pavê de maracujá com chocolate e bolo de maçã com nozes. Receitas que postarei agora.

domingo, 23 de março de 2014

PAELLA DE BACALHAU COM CAMARÃO


Depois de seis meses, voltei a ter tempo de postar uma receita!
Não que eu não tivesse cozinhado mais... fiz algumas coisinhas gostosas, pensei em postar, mas não deu.
Agora, estou voltando. Acho que vou ter mais tempo. Rs.


Achei essa receita por acaso no site da Globo e resolvi testar. Ficou realmente uma delícia.
Vou repassar a receita aqui, com as minhas dicas.

Eu ia receber seis pessoas, mais eu e meu marido seríamos oito. Segui as quantidades sugeridas na receita:
  • 1 kg de de bacalhau, cortado em fatias grossas
  • 1/2 kg de camarões grandes
  • 2 l de caldo de peixe
  • 3 xícaras de arroz parboilizado
  • 2 cebolas grandes picadas
  • 4 dentes de alho picados
  • 8 tomates maduros picados
  • 200 g de ervilhas tortas cortadas ao meio
  • 1 pimentão vermelho picado grosso
  • 1 pimentão amarelo picado grosso
  • 1 colher (sopa) rasa de páprica picante
  • Bastante salsinha picada (usei coentro)
  • 1 xícara de conhaque
  • Bastante azeite
  • Acrescentei azeitonas verdes, sem caroço, que não estavam na receita


Aprendi, há pouco tempo, que o ideal é colocar as lascas de bacalhau de molho em água gelada, na geladeira, e ir trocando a água de 2 em 2 horas. Deixar uma jarra com água na geladeira para trocar sempre por gelada, evitando o choque térmico. O tempo vai depender da grossura do bacalhau. O que eu usei ficou de molho por 36 horas.

  1. Limpei os camarões, tirando a cabeça e deixando a casca. Se descascar, encolhem e perdem o formato que decora o prato. (descasquei alguns e misturei no arroz).
  2. Preparei o caldo (não tinha peixe, coloquei alguns pedaços de bacalhau).
  3. Refoguei o bacalhau no azeite, em uma frigideira grande, com dois dentes de alho e reservei.
  4. Refoguei rapidamente os camarões no azeite  com dois dentes de  alho (só para pegar uma cor) e reservei.
  5. Na paellera, refoguei as cebolas em bastante azeite, até amaciar e ficar transparente.
  6. Acrescentei páprica, depois os tomates e misturei.
  7. Juntei o arroz, mexi e adicionei o conhaque.
  8. Mexi o arroz até secar e evaporar o conhaque.
  9. Adicionei duas xícaras do caldo, e fui acrescentando mais duas durante todo o cozimento, para mantê-lo sempre molhado.
  10. Depois da última xícara de caldo, juntei o bacalhau e os pimentões e misturei com cuidado para desmanchar os pedaços do bacalhau.
  11. Quando os grãos de arroz ainda estavam meio duros, mas já dando para comer, juntei as ervilhas, as azeitonas e os camarões, misturando com cuidado.
  12. A partir daí, tampei e deixei secar, mexendo com cuidado, de vez em quando.
  13. Depois, deixei descansar por 5 minutos, salpiquei o coentro, reguei mais uma vez com o azeite e servi.
Depois foi só elogios...
  

sábado, 7 de setembro de 2013

VARIAÇÕES DO PUDIM DE LEITE

Já falei aqui que meu marido ADORA pudim de leite, não foi? Pois é, vivo fazendo pudim quase que semana sim, semana não. Vou entremeando com ambrosia, doce de jaca, de banana, de goiaba... rs, rs...

Resolvi então variar um pouco a receita básica, incluindo outros ingredientes: café, coco, queijo, laranja...

Semana passada, fiz pudim com doce de leite cremoso e, hoje, fiz um pudim com queijo parmesão e coco ralado fresco. Receitas encontradas em alguma revista lida em salão de beleza. Ótimas!

A calda é a mesma de sempre: coloco uma xícara de açúcar na própria forma do pudim e levo ao fogo; quando começa a dourar nos cantos, dou uma mexida com a colher de sopa para evitar queimar. Quando fica totalmente dourada, apago o fogo e espalho na forma com a colher (com cuidado para não me queimar).

Relembrando a receita básica:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite de vaca 
  • 3 ovos

  1. Bate tudo no liquidificador, por 2 minutos, e despeja na forma caramelizada
  2.  Cobre com papel alumínio e leva ao forno médio (180º), em banho-maria, por 1 hora, tirando o papel alumínio nos últimos 20 minutos.

PUDIM COM DOCE DE LEITE (inclui 2 xícaras de doce de leite cremoso, comprado pronto)


  1. Acrescenta 1 colher de sopa de Maizena e mais 1 ovo à receita básica 
  2. Após 40 minutos de forno, tira o papel alumínio e coloca o doce de leite com a colher, delicadamente, e retorna ao forno sem cobrir.
  3. Deixa por mais 40 minutos
  4. Deixe esfriar e leve à geladeira por 3 horas.
  5. Ao desenformar, o doce de leite ficará como um recheio.

PUDIM COM QUEIJO E COCO


  1. Acrescenta 1 xícara de queijo parmesão ralado e meia xícara de coco ralado (eu usei coco fresco)
  2. Após bater no liquidificador, leva ao forno, em banho-maria.
  3. Tira o papel de alumínio após 30 minutos 
  4. Fica mais 40 minutos no forno.
  5. Deixe esfriar e leve à geladeira por 3 horas.
  6. Fica parecendo um bom-bocado
Ficaram ambos deliciosos e saiu um pouco do tradicional

segunda-feira, 22 de julho de 2013

EMPANADA DE ATUM

Esta é uma das minhas mais antigas receitas. Desde o tempo em que eu não gostava muito de cozinhar. Simplesmente porque ela é super-prática e as crianças adoram.
Na realidade, é apenas uma massa batida no liquidificador que pode levar qualquer recheio (carne, atum, camarão, sardinha, bacalhau, queijo e presunto etc). Mas a minha preferida é atum mesmo. Meus filhos sempre gostaram. Já fiz até para levar para o lanche dos meus colegas no trabalho, que aprovaram e pediram bis...
Prepare o recheio, ligue o forno a 180º e prepare a massa.
É só bater no liquidificador:
  • 1 ovo
  • 6 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo
  • 5 colheres (sopa) de queijo ralado
  • 1 pitada de orégano
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó.
  • 1 xícara de chá de leite
  • 1/2 xícara de chá de óleo
  • 1 pitada de sal


A massa fica mole mesmo. Não se preocupe - vai dar certo.
Unte um refratário médio com óleo e despeje metade da massa para cobrir o fundo.
Acrescente todo recheio e cubra com o restante da massa.
Finalize polvilhando queijo parmesão ralado.

Leve ao forno até dourar, cerca de 30 minutos.
Retire, deixe esfriar um pouco e sirva.
Se sobrar, guarde na geladeira e pode comer gelada que também fica muito gostosa.

Ah, sim, o recheio. Eu uso molho de tomate pronto, daquele tradicional. 
  1. Refogo 1 cebola pequena picada em uma colher de azeite de oliva.
  2. Acrescento o molho de tomate e, quando começa a ferver, acrescento 2 latas de atum. Um pouquinho do óleo da lata para dar um gostinho.
  3. Depois coloco meia xicara azeitonas picadas, 1 xícara de ervilhas (eu uso as congeladas – cozinho um pouco com água e sal).
  4. Depois acerto o sal, deixo ferver um pouquinho. Está pronto!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

APRESENTAÇÃO

 
Quando eu era solteira e morava com meus pais e irmãos, ajudava (não muito satisfeita) minha mãe a cozinhar – cortando, picando e amassando ingredientes. Não me interessava muito pela elaboração dos pratos. Sonhava com o dia em que iria me casar e ter uma empregada maravilhosa, que iria fazer muitas comidinhas gostosas para mim e para meu marido.
Casei sabendo cozinhar apenas o básico – feijão, arroz, bife, ensopado... E a tal da empregada maravilhosa nunca apareceu... e eu descobri que para orientar e exigir de uma empregada eu preciso pelo menos saber o que eu quero e como é que se faz.
Fui ajudada, inicialmente, por uma vizinha que cozinhava muito bem, principalmente cozinha baiana e outras comidas “pesadas” como feijoada, rabada, mocotó, sarapatel... Eu aprendi, porém ainda não gostava de cozinhar.
Durante muito tempo, tive várias empregadas, umas boas cozinheiras, outras não. Quando não tinha jeito, eu ia para a cozinha. Algumas vezes, minha sogra passava uns tempo lá em casa e me passou uma coisa muito importante: o prazer de fazer uma comida e ser elogiada pelas pessoas que a comiam. Cozinhar com amor. Parece piegas, mas é isso mesmo, fazer a comida pensando na felicidade que eu vou proporcionar aos meus filhos, meu marido, meus amigos em saborear um bom prato... e nos elogios que vou receber.
Aperfeiçoei esse dom com a ajuda de três “mestres” que não sabem da minha existência e de quanto eu sou fã das suas dicas: Istvan Wessel, Olivier Anquier e Jamie Oliver. Mas o incentivo maior veio do meu filho Vladimir, que com suas críticas e elogios sinceros me levou a cozinhar com verdadeiro prazer, a buscar descobrir novos ingredientes, novas formas de fazer a comida, modificar receitas e a relaxar do trabalho cozinhando.
Claro que eu não cozinho todos os dias, só nos finais de semana e em dias especiais. Não sei se tivesse que cozinhar todos os dias seria assim também.
Porém, eu aliei o sabor à praticidade – não faço nada muito elaborado, procuro fazer comidas gostosas da forma mais prática possível e, principalmente, sem perder a qualidade. Faço os pratos “ao meu modo”. Assim, o estrogonofe que eu faço pode não ser igual à receita original, mas é delicioso. Assim como o risoto, a paella, o bobó de camarão, o sarapatel e outras delícias em que sou especialista.
E, como eu adoro compartilhar meus conhecimentos, pensei em criar este blog voltado para pessoas que moram sozinhas ou recém-casados que gostam de comida gostosa mas não dispõem de muito tempo para a cozinha.
Não sei qual será a periodicidade de atualização, pois, como gerente de recursos humanos de uma Estatal, não poderei me dedicar totalmente ao blog. Prometo, porém, que minhas receitas terão todas as explicações necessárias ao sucesso de quem tentar executá-las.
Agradecerei aos comentários, críticas e sugestões.
Bom apetite!

domingo, 9 de junho de 2013

PUDIM DE LEITE


Fiz um pudim de leite, bem básico, e postei a foto no Facebook, sem maiores pretensões. E não é que apareceu gente querendo a receita? Principalmente da calda. 
Pensei até que já havia postado aqui no "Marmita", mas não... 

Então, atendendo a pedidos, lá vai a receita do Pudim de Leite com dicas para a calda (a que eu fiz ficou tão bonita... pena que não fiz foto.)

O pudim é simplérrimo:

  • 4 ovos
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 latas de leite (mesma medida da lata de leite condensado)


  1. Prepare a calda
  2. Preaqueça o forno médio (180 C).
  3. Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma mistura homogênea (mais ou menos 2 minutos).
  4. Despeje na forma caramelizada e cubra com papel alumínio.
  5. Asse em banho-maria por uma hora, ou até que um palito inserido no centro saia limpo.
  6. Leve à geladeira por 4 horas antes de desenformar e servir.
  7. Para desenformar o pudim com mais facilidade, ponha a forma em uma vasilha com água quente por 30 segundos, isso vai ajudar o pudim a se soltar da forma porque derrete um pouquinho a calda.

E a calda?

Uma pequena dificuldade para quem não tem muito jeito na cozinha é caramelizar a forma. 
Existem 3 formas de fazer a calda. Descubra a melhor para você.

Tradicional: coloque numa panela 1 xícaras de açúcar e meia de água, mexa e leve ao fogo. Quando estiver fervendo bem,  mexa devagar com uma colher e abaixe o fogo. Vá acompanhando  até virar uma calda meio escura (sem queimar). Fica cor de guaraná.  Despeje e espalhe na forma de pudim.
Prática: (esta é mais arriscada) coloque uma xícara de açúcar na forma para pudim de alumínio e leve-a diretamente ao fogo, mexendo de vez em quando até virar calda. Segure com uma luva térmica e espalhe a calda por toda a forma. Vá virando a forma e ajudando com a colher, até espalhar bem.
Microondas: esta eu fazia quando tinha a forma de vidro. Colocava uma xícara de açúcar e meia de água e ia colocando de 2 em 2 minutos até dar o ponto de calda. Depois espalhava por toda a forma e fazia e pudim no fogo mesmo.
     A forma quebrou e eu nunca mais achei para comprar (se alguém souber onde tem, me avisa!)
Dica: Você pode optar por não fazer a calda e comprar uma lata de ameixa em calda e despejar por cima depois de pronto. Mas para isso você terá de untar a forma com manteiga e polvilhar com um pouco de açúcar para facilitar.
      Quando eu uso a ameixa em calda, eu sempre coloco para ferver com mais um pouco de açúcar para engrossar um pouquinho.

Quem fizer depois da minha dica, conta pra mim, tá?